Você já ouviu falar no termo “CMDB”? Significa Configuration Management Database (ou “Base de Dados para Gestão de Configuração”), e se trata de um banco de dados modelado com o intuito de organizar e gerenciar os chamados itens de configuração (ICs) de uma empresa. IC pode ser qualquer objeto de negócio de uma empresa necessário para a entrega de um serviço, como um notebook, um smartphone, software, documentação pessoal, um veículo, ou outra ferramenta de trabalho ou uma combinação desses ativos. O CMDB armazena os nomes de todos os ICs, seus detalhes e atributos específicos, e ainda cria o relacionamento entre todos eles, serviços e processos, como se fosse uma teia de toda a empresa.  

Há muito tempo, o Gerenciamento de Configuração tornou-se peça central na gestão de TI das empresas, como a principal fonte para lidar com mudanças, manter a segurança e conformidade, gerenciar custos e desempenho de TI e lidar com a solução de problemas e gerenciamento de incidentes. Esse banco de dados pode facilitar seu trabalho estruturando as informações de várias maneiras. No entanto, muitas pessoas não sabem exatamente o que é ou como pode ser usado. Neste post esclarecemos o que é CMDB, como funciona e por que sua empresa deve começar a utilizar. Confira!

Como funciona um CMDB?

Uma das principais funções de um CMDB é oferecer suporte aos times de TI em relação aos processos de gerenciamento de incidentes, problemas, solicitações de serviços, liberações, mudanças e gestão de ativos.

O CMDB fornece detalhes sobre os itens de configuração, capturando os atributos dos ICs (itens de configuração), a propriedade, a importância e um código de identificação individual, além de mapear “relacionamento” (criando a “teia”) entre eles, permitindo que sejam observados os potenciais caminhos críticos de incidentes ou perda de performance.

Portanto, com a implantação de um CMDB, a organização tem mapeada toda a infraestrutura de TI de maneira centralizada, o que facilita a previsibilidade de falhas e a mensuração de seus impactos no ecossistema corporativo. Além disso, contribui para que departamentos de TI construam planos de recuperação de desastres, importantíssimo em momentos como este em que vivemos, com um aumento significativo de ataques cibernéticos em corporações dos mais diversos portes e segmentos.

Se a sua empresa ainda não tem um CMDB implantado, como seu time de TI responderia estas perguntas?

  1. Caso um colaborador seja desligado, quais ativos corporativos estariam atribuídos a ele?
  2. Há redundância de software? Qual é a utilização exata de softwares adotados pela empresa e que versão de software utiliza cada colaborador?
  3. Os softwares instalados no notebook de determinado colaborador são, de fato, necessários para ele? Estas licenças não utilizadas podem ser realocadas para outros colaboradores, isentando a empresa da aquisição de novas licenças?
  4. Há recorrências de solicitações de assistência para um mesmo dispositivo? O CMDB mantém um registro de incidentes, problemas e/ou mudanças do dispositivo, o que permite uma análise da causa de problemas ou recorrência deste.
  5. Se um serviço de TI estiver indisponível ou intermitente, quais áreas e usuários estão sendo afetados por esta ocorrência? Qual o caminho crítico para restabelecimento? Quais os stakeholders devem ser envolvidos para esta resolução? Qual o SLA contratado para resolução?